Já assistiram? Então assistam! Mais um filme que mostra como inovações tecnológicas são desnecessárias quando se pretende contar uma história interessante. Roteiro muito bom, ator (João Miguel) em uma performance muito boa, somada a fotografia e sonoplastia bem realizadas, ajudando o filme ao invés de “poluir” com exageros. Comparado a outros filmes brasileiros que assisti recentemente, como “Linha de passe” e “Nome Próprio”, Estomago de longe é o melhor. Um colega comentou comigo que “linha” se parece com “Babel”, por ter histórias individuais contadas como se a câmera as encontrasse e parasse seu olhar sobre as personagens, sem explicar suas motivaçoes, passado ou futuro, apenas interligadas por um elemento (no caso de “Babel”, a arma, em “Linha”, os laços familiares). Não sei se concordo… mas entendo o que ele quis dizer. Tirando a crítica a essa perspectva limitada que coloca as personagens em tres caminhos diferentes para tentar remediar sua condiçao social (igreja, furto e futebol), achei o filme um pouco previsível, talvez, na falta de palavra melhor. Já “Nome”conta com um trabalho realmente muito bom de Leandra Leal, mas a história, ainda que arranque alguns risos da platéia, peca um pouco pela inverossimilhança, abusando de recursos do tipo “deus ex machina” para livrar a personagem de situações complicadas, onde a falta de dinheiro a obrigaria a mudar, arranjar um emprego (como a toda pessoa comum, ou cair em um estado de mendicância, ou qualquer outro meio de sobrevivência) e sair deste círculo vicioso que é justamente o que o filme pretende enfatizar. Bem, acho que é isso. A propósito, “Vicky Cristina Barcelona” é realmente fraco e apesar de tentar surpreender o espectador com algumas “reviravoltas” na trama, o filme realiza apenas o efeito de promover o turismo em Barcelona, seu intuito inicial. E sim, um Oscar por aquilo foi um exagero. não que a performance não seja boa, muito pelo contrário, mas, um Oscar? Bem, a academia já errou muitas vezes antes….

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