Parado na praça pedinte cansado peço uma pinga e me ponho a pregar. Cedo me calo e me calo e calejo e consigo apenas rir de mim mesmo. ‘Ebrio vagueio soluço e praguejo e rolo na praia. Na trama do seu enredo me enredo e me rodo e perco na cadencia desse medo. Pescador me golpeia e me chuta e me cospe estraguei sua rede me jura de morte. Que posso eu contra a água que me engole senão me enredar na sua teia que me salva do mar?

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